O que arrumar antes do primeiro post
Post bom em perfil desarrumado é dinheiro jogado fora. Antes de pensar em pauta, a casa precisa responder quatro perguntas em menos de cinco segundos para quem acabou de chegar: o que vocês vendem, onde ficam, que horas abrem e como se pede. Se a pessoa precisa procurar, ela sai.
- Nome do perfil: no campo de nome, que é o campo usado na busca do aplicativo, escreva o que a casa é e onde fica. Algo como "Nome da Casa, comida mineira em Santa Tereza" acha mais gente do que o nome sozinho.
- Bio: uma linha dizendo para quem a casa é, o horário e o bairro. Sem frase de efeito.
- Link: um só, e que funcione no celular. Cardápio, pedido ou WhatsApp. Se tiver três coisas para oferecer, use uma página com os três links, nunca um link que vence.
- Destaques: cardápio, horário e endereço, delivery, e um com avaliações reais de cliente.
- Ficha do Google: o Instagram não substitui. Quem procura restaurante perto costuma procurar no Google e decidir pela foto e pela nota. Deixe a ficha completa e peça avaliação, e veja como conseguir mais avaliações no Google.
Essa é a parte que ninguém posta e que decide tudo. Marketing digital em food service não funciona sozinho, e é aqui que isso fica visível: o post leva a pessoa até a porta, mas é a porta que precisa estar aberta.
Os cinco tipos de post que funcionam em food service
Perfil de restaurante não precisa de vinte ideias por mês. Precisa de cinco tipos rodando com constância. Todo post que vale a pena cabe em um deles.
- O prato com nome. Um prato por post, com o nome que está no cardápio, a foto do jeito que ele chega na mesa e a informação que o cliente quer antes de pedir: se serve uma ou duas pessoas, se é apimentado, se dá para dividir. Prato com nome vende. Montagem de três pratos na mesma foto não vende nenhum.
- A prova de que a casa é boa. Comentário de cliente, avaliação do Google, foto da casa cheia num sábado, a reportagem que saiu. Prova funciona porque não é você falando de você.
- O bastidor com gente. Quem faz o pão, quem está no balcão há seis anos, a entrega do hortifrúti na segunda de manhã. Pessoa aparecendo cria vínculo que foto de prato não cria, e esse é o conteúdo que o concorrente não consegue copiar.
- O recado útil. Mudança de horário, feriado, estacionamento, acessibilidade, se aceita cachorro, se tem opção sem glúten. Parece pequeno e é o post que mais salva atendimento, porque responde a pergunta antes dela chegar.
- O motivo para vir hoje. Uma coisa que só existe naquele dia e tem nome próprio: a feijoada da sexta, a dose dupla na terça, o couvert com a dupla que toca às 20h. Esse é o único tipo de post que mexe no movimento do dia, e é o que a maioria das casas nunca faz.
Repare que nenhum dos cinco depende de orçamento. Dependem de alguém olhar para a casa e perceber o que já está ali.
Um mês de pauta, semana por semana
Com três posts por semana, o mês fecha em doze peças. Esta é a distribuição que usamos como ponto de partida nos clientes de food service e que você pode copiar hoje.
| Semana | Post 1 | Post 2 | Post 3 |
|---|---|---|---|
| 1 | Prato mais pedido da casa, com nome e com preço se você trabalha com preço na vitrine | Bastidor de quem faz esse prato | Motivo para vir no seu dia mais fraco |
| 2 | Prova social: avaliação ou comentário real de cliente | Recado útil: horário, estacionamento, acessibilidade | Motivo para vir no fim de semana |
| 3 | Prato menos conhecido do cardápio, com a explicação de por que ele merece | Bastidor do fornecedor ou do ingrediente | Motivo para vir no seu dia mais fraco |
| 4 | Resposta à pergunta que mais chega no WhatsApp, em formato de post | A casa cheia, ou a equipe inteira | O que vem no mês que entra |
Três regras tornam essa grade sustentável. Poste sempre nos mesmos dias, porque constância vale mais do que volume. Produza tudo de uma vez, numa tarde por mês, com o celular e um caderno. E guarde o excedente: a sessão de fotos de uma tarde costuma render material para dois meses.
Se a casa funciona todos os dias e tem braço para isso, cinco posts por semana cabem. Acima disso, a produção cai de qualidade antes de o alcance subir.
O que vai nos stories todo dia
Feed e stories têm funções diferentes, e misturar as duas é o erro mais comum. O feed é para quem chega hoje e está decidindo onde almoçar. Os stories são para quem já segue, e falam do dia de hoje.
Cinco stories por dia dão conta, e eles não precisam ser produzidos:
- O que saiu do forno ou da chapa agora, sem edição.
- Quantas mesas ainda estão livres, ou a fila, se tiver.
- Uma pessoa da equipe falando uma frase sobre o dia.
- Um repost de cliente que marcou a casa, sempre com agradecimento.
- Uma caixinha de pergunta ou enquete simples, do tipo "feijoada ou costela na sexta?", que serve de pauta para a semana seguinte.
Stories são a parte que o dono da casa consegue fazer melhor do que qualquer agência, porque ele está lá. Quando assumimos o conteúdo de um cliente, essa é a única entrega que continua com ele, de propósito.
A legenda que acrescenta em vez de repetir
A foto já mostrou o prato. Se a legenda escreve "delicioso prato de costela", ela não fez nada. A legenda existe para somar o que a imagem não conta e terminar dizendo o que fazer.
A estrutura que funciona tem quatro linhas. A primeira prende, e precisa fazer sentido com a foto. A segunda situa quem acabou de parar ali, dizendo do que se trata e para quem é. A terceira entrega a informação que decide a compra: o que vem no prato, para quantas pessoas serve, até que hora tem. A quarta é o pedido claro, e só um: reserve pelo WhatsApp, peça pelo link, venha hoje às 20h.
Mais duas coisas. Cinco hashtags bastam, e precisam ser do assunto e da cidade, não as vinte genéricas de comida. E escreva como se estivesse falando com o cliente no balcão, porque legenda com cara de texto de empresa afasta em food service.
Os erros que esvaziam o perfil
- Postar em rajada e desaparecer. Sete posts numa semana e silêncio nas três seguintes rendem menos do que três por semana sem falhar.
- Foto de banco de imagem no lugar do prato. O cliente reconhece. Prato que não é o seu quebra a confiança na hora em que o pedido chega na mesa.
- Post sem pedido. Peça bonita, legenda boa e nenhuma instrução de como comprar. Todo post precisa ter um caminho.
- Promoção sem nome e sem prazo. "Desconto especial" não move ninguém. "Dose dupla na terça, das 18h às 21h" move.
- Deixar o Direct e o comentário sem resposta. Perfil que não responde perde a venda que o post já tinha conquistado.
- Falar da casa e nunca do cliente. O post precisa resolver algo para quem lê, não contar a história de quem publica.
Como saber se o post deu venda
Curtida não paga fornecedor. O jeito de ligar post a caixa em food service é simples e quase ninguém faz: crie um motivo com nome próprio, anuncie esse nome e pergunte no caixa.
Funciona assim. Se a terça tem "costela da terça" e isso só existe na terça, quem chega pedindo costela da terça veio do post. Uma semana anotando isso num caderno ao lado da maquininha diz mais do que um mês olhando alcance. Depois é só comparar três coisas de um mês para o outro: quantas pessoas chegaram pedindo o motivo do dia, quantas mensagens novas entraram no WhatsApp e quantas avaliações novas apareceram no Google.
É essa conta que nós chamamos de marketing integrado, e é por isso que ela acontece do balcão ao digital, nunca só na tela. Nos nossos cases ficam os números completos, com período e contexto. Um deles é a Chiquinho Sorvetes, com alta de mais de 500% nas vendas diretas e uma comunidade de mais de 30 mil seguidores engajados, construída com marketing integrado do balcão ao digital.
Quando vale ter ajuda
Dá para fazer tudo isso sozinho, e muita casa faz. A ajuda passa a valer quando a conta aponta para três situações: a casa tem movimento e ninguém tem a tarde livre para produzir o mês; o perfil posta e não aparece ninguém, o que quase sempre é problema de oferta e não de post; ou a casa cresceu e agora tem mais de um canal, com salão, delivery e aplicativo disputando a mesma atenção.
Na LL Comunica cuidamos de alimentos e bebidas com marketing integrado, do presencial ao digital, pelo nosso método, a Engenharia da Receita. São 17 anos de mercado, no marketing e na produção, mais de 1.000 clientes atendidos em mais de 15 segmentos e nota 5,0 na avaliação do Google. Veja como trabalhamos em marketing para restaurantes e bares.
Perguntas frequentes
Quantas vezes por semana um restaurante deve postar no Instagram?
Três posts no feed por semana, no mesmo dia e no mesmo horário, sustentam o perfil de uma casa sozinha. Cinco por semana fazem sentido quando a casa tem movimento todos os dias e material para isso. Postar sete vezes numa semana e desaparecer nas duas seguintes rende menos do que três fixos, porque quem acompanha perde a referência de quando você aparece.
O que postar no Instagram de restaurante quando não há novidade nenhuma?
O que já existe e ninguém viu ainda: o prato mais pedido com o nome dele, o horário em que a casa fica vazia, quem está na cozinha, como o prato é montado, a resposta para a pergunta que mais chega no WhatsApp e o recado prático de estacionamento, acessibilidade ou funcionamento. Falta de novidade quase nunca é o problema real. O problema é não ter contado o básico.
Qual a diferença entre o que vai no feed e o que vai nos stories?
O feed é a vitrine de quem chega hoje e decide se vai almoçar na sua casa, então ele carrega o prato, o endereço, o horário e a prova de que a casa é boa. Os stories são para quem já segue, e servem para o dia de hoje: o que saiu do forno, quantas mesas ainda têm, quem está tocando. Feed constrói decisão, stories constroem movimento do dia.
Vale a pena postar foto tirada com celular?
Vale, e em food service a foto de celular com luz certa costuma render mais do que a foto de banco de imagem, porque o cliente reconhece o prato que vai receber. O que não funciona é foto escura, prato montado para a câmera e nada a ver com o que chega na mesa, e imagem genérica que poderia ser de qualquer casa do país. O passo a passo está em como tirar foto de comida com celular.
Como saber se o post do Instagram trouxe cliente para o restaurante?
Criando um motivo com nome e perguntando no caixa. Se o post anuncia uma coisa que só existe naquele dia e com aquele nome, quem chega pedindo aquilo veio do post. Anotar essa contagem por uma semana vale mais do que olhar curtida, porque mede mesa ocupada, não alcance.
Para ir além
- Como aumentar o movimento do restaurante durante a semana, com a agenda pronta para o dia mais fraco.
- Datas comemorativas para restaurante em 2027, para encaixar o motivo do mês na pauta.
- Central de Ajuda do Instagram, para as regras e os recursos da conta profissional.
Artigo escrito em 7 de outubro de 2026.